Dashboard no Power BI com Claude: Passo a Passo Completo
Monte um dashboard no Power BI com Claude: modelo, medidas DAX e visuais em HTML com efeito de vidro que respondem aos filtros. Veja o passo a passo.
O que você vai ver aqui?
Introdução
Montar um dashboard no Power BI com Claude deixou de ser só pedir uma fórmula DAX no chat e colar no relatório. Hoje o Claude se conecta ao arquivo aberto no seu computador, cria sozinho a tabela calendário, os relacionamentos e as medidas, e ainda escreve visuais com efeito de vidro, neon e animação que os gráficos nativos nunca entregaram. E o melhor: tudo continua respondendo aos filtros, igualzinho a qualquer visual do Power BI.
Quem trabalha com Power BI sabe que deixar um relatório com essa cara sempre deu muito trabalho. Até dava para usar HTML dentro do Power BI, mas alguém precisava escrever o código na mão, e quase ninguém tinha tempo ou conhecimento para isso no dia a dia. Agora quem escreve esse código é o Claude, e você não precisa saber nada de HTML.
Neste passo a passo, você vai ver como conectar o Claude ao Power BI, como ele monta o modelo inteiro, quais prompts usar para criar cada visual sem quebrar a medida e como colocar tudo na página de um jeito que os filtros de região e de ano continuem funcionando. Os prompts são exatamente os da aula, e os números de conferência batem com o gabarito do material para download.

Para fazer o download do(s) arquivo(s) utilizados na aula, preencha com o seu e-mail:
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Prepare a base e conecte o Claude ao Power BI
O exemplo deste guia usa a base fictícia de uma rede de lojas de eletrônicos: 12 lojas, 30 produtos e 26.590 vendas em 2024 e 2025, mais as metas mensais. Ela vem dividida em quatro tabelas:
| Tabela | Tipo | O que tem |
|---|---|---|
| fVendas | Fato | Cada venda, com data, loja, produto, quantidade, valor e custo |
| fMetas | Fato | A meta de cada loja em cada mês (a coluna Mês é sempre o dia 1) |
| dProdutos | Dimensão | Código, nome, categoria, preço e custo |
| dLojas | Dimensão | Código, nome, cidade, UF e região |
O "f" e o "d" no começo dos nomes indicam tabela fato e tabela dimensão. Se essa diferença estiver enferrujada, vale dar uma olhada em o que é modelagem de dados, porque é assim que o Claude vai enxergar as suas tabelas.
Antes de chamar o Claude, ajuda ter clara a divisão de tarefas. A conexão mexe no modelo, mas não mexe nas páginas do relatório. Então ele faz a parte que mais toma tempo, e colocar os visuais na tela fica com você:
| Você faz | O Claude faz |
|---|---|
| Importa a base e configura a conexão uma única vez | Analisa as tabelas e cria os relacionamentos |
| Cria as segmentações de ano e de região | Cria a tabela calendário e as medidas DAX |
| Instala o visual HTML Content e posiciona cada visual | Escreve o código HTML e CSS de cada gráfico |
| Confere os números com o gabarito | Ajusta fontes, layout e erros quando você pede |
Importe as tabelas e desligue os relacionamentos automáticos
Antes de importar qualquer coisa, impeça o Power BI de criar relacionamentos por conta própria. Ele só procura colunas com nomes parecidos entre as tabelas, sem avaliar se aquele relacionamento faz sentido. Como quem vai cuidar disso é o Claude, o ideal é começar com o modelo limpo.
Vá em Arquivo, Opções e configurações, Opções, Arquivo atual, Carregamento de dados e desmarque duas opções: detectar automaticamente novos relacionamentos e data/hora automática. A segunda evita que o Power BI crie tabelas de data escondidas, já que o Claude vai criar uma calendário de verdade. Quer entender por que um relacionamento errado é capaz de bagunçar todos os números? Veja como funcionam os relacionamentos no Power BI.
Depois, vá em Obter dados, Pasta de trabalho do Excel, escolha o arquivo Base_Vendas_Rede_Lojas.xlsx, marque fVendas, dProdutos, dLojas e fMetas e clique em Carregar. A base do material já vem pronta. Se você estiver usando uma base própria, dê uma olhada nos dados antes de seguir, porque cabeçalho fora do lugar ou data com hora atrapalham o Claude e se resolvem rapidinho no Power Query.
Por fim, salve uma cópia de segurança do arquivo. Se algo der errado mais para frente, você volta para esse ponto sem refazer a importação.

Configure a conexão com o Power BI Modeling MCP
Quem faz a ponte entre os dois programas é o servidor Power BI Modeling MCP, uma ferramenta oficial da Microsoft que segue o padrão MCP e permite que agentes de IA, como o Claude Desktop, criem tabelas, colunas, medidas e relacionamentos e rodem consultas DAX no seu modelo. A configuração é feita uma única vez e leva de 5 a 10 minutos. O caminho resumido é este:
- Salve o arquivo numa pasta local, como Área de trabalho ou Documentos. Pastas sincronizadas, como Google Drive e OneDrive, costumam dar conflito.
- Ative três recursos de versão prévia em Arquivo, Opções e configurações, Opções, Recursos de versão prévia: salvar como projeto do Power BI (.pbip), armazenar o modelo semântico em formato TMDL e armazenar o relatório no formato de metadados aprimorado. Feche e abra o Power BI de novo.
- Salve como .pbip em Arquivo, Salvar como. Esse formato separa o relatório e o modelo em pastas, e é por elas que o Claude lê e edita tabelas, colunas e medidas.
- Instale a extensão Power BI Modeling MCP no VS Code (atalho Ctrl + Shift + X). Você não vai programar nada, o VS Code serve só para instalar a extensão.
- Cadastre o servidor no Claude Desktop: copie o caminho do arquivo powerbi-modeling-mcp.exe, que fica na pasta server da extensão, e cole no arquivo de configuração que abre em Configurações, Desenvolvedor, Editar configurações, trocando o nome de usuário e a versão pelos seus.
Depois de salvar, feche o Claude por completo, inclusive pelo ícone na bandeja do sistema. Se mesmo assim não funcionar, reiniciar o computador costuma resolver. Para conferir, volte em Configurações, Desenvolvedor e veja se o Power BI Modeling MCP aparece na lista. Se não aparecer, tire um print do arquivo de configuração e mande para o próprio Claude, porque quase sempre o problema é uma barra faltando ou o usuário que não foi trocado.
O passo a passo detalhado, com prints e os erros mais comuns, está no guia de integração do Claude e Power BI. E se você está pensando no plano: a conexão funciona inclusive na versão gratuita do Claude, mas cada visual pode levar alguns minutos de processamento, então o limite de uso acaba rápido num projeto inteiro. Se a conexão não sair de jeito nenhum, ainda dá para montar o dashboard: o material da aula traz todas as medidas prontas para colar uma por uma.

Deixe o Claude montar o modelo do seu dashboard
Com tudo configurado, abra o arquivo .pbip (você sabe que é ele quando a barra de título mostra Projeto do Power BI) e, de preferência, deixe só ele aberto para o Claude não se confundir. Abra também uma conversa nova no Claude Desktop e use essa mesma conversa para todos os prompts deste guia, porque o estilo visual definido num prompt vale para os seguintes. O primeiro prompt é de validação:
Estou com o Power BI Desktop aberto com uma base de vendas de uma rede de lojas de eletrônicos. Conecta no meu modelo e me lista as tabelas.Por que pedir a lista de tabelas? Porque se você só disser "conecta no meu Power BI", o Claude responde "conectei" e você fica sem saber se ele achou o arquivo certo. Pedindo a lista, ele é obrigado a provar que está enxergando o modelo. A resposta tem que trazer fVendas, dProdutos, dLojas e fMetas. Se for a primeira vez que você usa o MCP do Power BI, o Claude pode pedir para você aceitar os termos de uso da Microsoft antes de continuar, e também aparece um pedido de permissão para usar a conexão. Se for usar isso no dia a dia, vale escolher Sempre permitir.
Peça calendário, relacionamentos e medidas DAX num único prompt
Validada a conexão, dá para pedir toda a modelagem de uma vez:
Agora prepara o modelo pra um dashboard:
1. Cria uma tabela calendário chamada dCalendario, do primeiro ao último dia de fVendas, com as colunas Data, Ano, Mês (número) e Nome Mês. Marca ela como tabela de datas.
2. Cria os relacionamentos: fVendas com dProdutos, dLojas e dCalendario; fMetas com dLojas e com dCalendario (a coluna Mês de fMetas é sempre o dia 1 do mês).
3. Cria uma tabela _Medidas só pra guardar as medidas e, dentro dela: Faturamento, Custo, Lucro, Margem %, Qtd Vendas, Ticket Médio, Meta e % Meta. Cria também as versões do ano anterior com a variação %: Faturamento AA e Var % Faturamento, e o mesmo pra Lucro, Qtd Vendas e Ticket Médio. Formata em R$ ou % conforme o caso.
No final, roda uma consulta DAX com o faturamento, o lucro e o % da meta por ano, pra eu conferir.Repare que o prompt diz o que criar, mas não explica como calcular nada. O Claude precisa olhar as tabelas e entender, por exemplo, que o faturamento vem da fVendas e que a meta está em outra tabela, com um registro por mês. O detalhe entre parênteses no item 2 é importante: como a meta é mensal e a calendário é diária, avisar que a coluna Mês sempre cai no dia 1 evita um relacionamento que não encontra nada. O resultado é este:
- Tabela dCalendario com um dia por linha, de janeiro de 2024 a dezembro de 2025, já marcada como tabela de datas.
- Cinco relacionamentos muitos para um: três saindo da fVendas e dois saindo da fMetas.
- Uma tabela _Medidas com 16 medidas: as oito principais (faturamento, custo, lucro, margem, quantidade de vendas, ticket médio, meta e percentual da meta) e, para faturamento, lucro, quantidade e ticket médio, a versão do ano anterior e a variação percentual.
Abra a exibição de Modelo para ver os relacionamentos criados. Se você quiser se aprofundar no que o Claude fez, vale conhecer melhor a tabela calendário no Power BI e as principais funções DAX que aparecem nessas medidas.
A última linha do prompt é a mais importante, porque serve como conferência: a consulta tem que mostrar R$ 12,0 milhões de faturamento em 2024, R$ 13,6 milhões em 2025 e 96,9% da meta atingida em 2025. Se algum número vier diferente, pare aqui e descubra o motivo antes de seguir. Também pode acontecer de o Power BI pedir para atualizar depois que o Claude mexe no modelo. Nesse caso, é só clicar em Atualizar.

Crie segmentações de região e ano que combinam com o fundo
Antes de partir para os visuais, crie os filtros na mão, porque o Claude não coloca nada na página. A ordem importa: a segmentação de ano usa a dCalendario, que só existe depois do Prompt 2, e os cartões do próximo passo comparam um ano com o anterior. Sem um ano selecionado, eles somam 2024 e 2025 e ficam sem ter com o que comparar.
| Segmentação | Campo | Estilo | Detalhe |
|---|---|---|---|
| Ano | dCalendario[Ano] | Segmentação de botão | Seleção única e Forçar seleção ligadas, com 2025 selecionado |
| Região | dLojas[Região] | Segmentação de dados clássica, em lista suspensa | Sem nada selecionado, o que equivale a todas |
A seleção única no ano existe porque a variação compara com o ano anterior, e com os dois anos marcados juntos essa comparação perde o sentido. O Forçar seleção garante que sempre tenha um ano marcado.
Para a segmentação de ano combinar com o dashboard escuro, lembre que o fundo de cada botão é uma opção separada do texto. Se você só clarear o texto, o botão continua branco e os anos somem. Com a segmentação selecionada, vá em Formatar visual, Visual:
- Botões, Plano de fundo: cor de preenchimento #141A33, um azul-marinho escuro.
- Botões, Borda: cor #2A3350.
- Valores destacados (o texto dos botões): cor #94A3B8, para o ano que não está marcado ficar mais apagado.
- Estado Selecionado: troque o estado e refaça os três itens com preenchimento #4C3A9E (violeta), borda #A78BFA com espessura 2 e texto #FFFFFF. Se aparecer a opção de brilho, ligue com a cor #A78BFA.
- Geral, Efeitos: desligue o plano de fundo do visual.
Esse tipo de personalização ficou bem mais fácil com a nova segmentação de dados do Power BI. Já para a região, use a segmentação de dados clássica, a do ícone de funil com uma tabelinha, e não a Segmentação de Lista, que é nova e não tem lista suspensa. Em Configurações da segmentação, Opções, Estilo, escolha Lista suspensa. No cartão Valores, use fonte #E6EAF2 e fundo #141A33, e no Cabeçalho da segmentação, a cor #94A3B8.
Os nomes das opções podem variar um pouco conforme a versão do Power BI. Se não achar algum, procure pela palavra na caixa de pesquisa do painel Formatar.

Crie visuais em HTML com efeito de vidro usando o Claude
Aqui entra o pulo do gato. O Power BI Modeling MCP só mexe no modelo: ele cria tabelas, medidas e relacionamentos, mas não cria gráficos nem altera as páginas do relatório, como mostra a documentação dos servidores MCP do Power BI. Então, como sair do modelo para um visual com vidro e neon?
A resposta é pedir ao Claude uma medida que devolve o código de um gráfico. Pensa num site: ele nada mais é do que código, e as cores, as animações e o layout estão todos escritos ali. Com um gráfico é a mesma coisa. O HTML monta o esqueleto, o CSS cuida do estilo e, no meio desse código, o Claude encaixa as medidas do seu modelo, como faturamento e lucro. É por isso que o visual recalcula quando você filtra, e é isso que separa esse dashboard de um print bonito colado na página.
Instale o visual HTML Content no Power BI
O Power BI não tem nenhum visual nativo capaz de pegar um código e mostrar o gráfico que ele descreve. Para isso, você precisa do HTML Content, disponível no AppSource. No painel Visualizações, clique nos três pontinhos, escolha Obter mais visuais, pesquise por HTML Content e escolha o do Daniel Marsh-Patrick, sem "(lite)" no nome. Para abrir essa loja de visuais, você precisa estar logado numa conta do Power BI, e a gratuita já serve.
Atenção na escolha da versão. A HTML Content (lite), também chamada de Secure, é a versão certificada e bloqueia o CSS, então o dashboard perde o vidro, o neon e as animações. As duas versões exigem o Power BI Desktop de julho de 2024 ou mais novo. E se a sua empresa bloqueia visuais não certificados, você só vai conseguir a versão lite: o dashboard funciona, mas sem os efeitos.
Com o visual instalado, prepare a página. Clique numa área vazia e, em Formatar página, coloque a imagem do fundo em Plano de fundo da tela (no material, o arquivo Fundo_Dashboard.png, com ajuste Ajustar e transparência 0%), use a cor #060913 em Papel de parede e mantenha o tamanho 16:9 padrão, de 1280 por 720. Os visuais vão ser transparentes, então é esse fundo que dá a cara do dashboard. Se você ainda não tem um bom fundo, dá para começar por estes modelos de plano de fundo para dashboard no Power BI.
A partir daí, cada gráfico segue sempre o mesmo roteiro:
- Insira um visual HTML Content e arraste a medida HTML, que fica na tabela _Medidas, para o campo Values.
- Limpe a moldura em Formatar visual, Geral: desligue o título e, em Efeitos, desligue plano de fundo, borda visual e sombra. Se existir a opção de preenchimento interno, deixe em 0.
- Posicione pelo tamanho exato em Propriedades, usando a tabela abaixo.
- Copie e cole nos próximos: depois do primeiro visual formatado, basta duplicar com Ctrl + C e Ctrl + V e trocar a medida. A formatação vai junto.
Estes são o tamanho e a posição de cada visual na página de 1280 por 720:
| Visual | Medida | X | Y | Largura | Altura |
|---|---|---|---|---|---|
| Segmentação de ano | 836 | 24 | 180 | 44 | |
| Segmentação de região | 1032 | 24 | 224 | 44 | |
| Cartões | HTML Cartões | 24 | 84 | 1232 | 116 |
| Mês a mês | HTML Evolução | 24 | 216 | 848 | 240 |
| Meta | HTML Meta | 888 | 216 | 368 | 240 |
| Ranking | HTML Ranking Lojas | 24 | 472 | 616 | 232 |
| Categorias | HTML Categorias | 656 | 472 | 600 | 232 |
Para ver como esse mesmo visual funciona com o código escrito à mão, vale conferir como usar HTML e CSS no Power BI.

Escreva o prompt com as regras que evitam quebrar o visual
O primeiro prompt de visual define o padrão de todos os outros, então vale caprichar nele. Ele tem três partes: o que cada medida deve mostrar e onde ela vai ficar na página, o estilo que você quer e os cuidados técnicos para não dar erro no Power BI. Repare que não precisa especificar código de cor, basta dar a direção.
Agora vamos pro visual. Eu instalei o visual HTML Content, que mostra na tela o HTML que uma medida devolve. Cria 2 medidas na _Medidas que devolvem HTML:
1. HTML Cartões: quatro cartões lado a lado, com Faturamento, Lucro (com a margem), Vendas e Ticket Médio. Cada um mostra quanto variou contra o ano anterior, com seta verde se subiu e vermelha se caiu. Vai ser uma faixa larga e baixa no topo da página.
2. HTML Meta: um anel mostrando quanto da meta a gente já bateu, com o realizado, a meta e quanto falta. Vai ficar num quadro menor, no lado direito da página.
Quero um visual bem moderno: tema escuro, painéis com efeito de vidro, detalhes em neon azul e roxo, números grandes e uma animação quando o visual carrega. O fundo da página já é escuro, então deixa o fundo do HTML transparente. Usa esse mesmo estilo em todos os visuais daqui pra frente.
E alguns cuidados pra não dar erro no Power BI:
- Não usa aspas duplas dentro do HTML, porque elas quebram a medida.
- Nada que dependa da internet, e nada de JavaScript.
- O HTML tem que caber certinho no visual, sem barra de rolagem.
- Os valores em reais no padrão brasileiro, tipo R$ 13,6 mi. Mas os números que desenham o gráfico têm que ser inteiros: o Power BI em português usa vírgula decimal, e vírgula quebra o desenho.Cada um desses cuidados evita um problema específico:
- Sem aspas duplas: no DAX, o texto da medida fica entre aspas duplas. Se aparecer outra aspa dupla no meio do HTML, o Power BI entende que o texto acabou ali e a medida quebra. Usando aspas simples nos atributos, o problema some.
- Números inteiros no desenho: é o cuidado que evita o erro mais comum. O tamanho de uma barra ou o ângulo do anel são números dentro do código, e o Power BI em português escreve 12,5 com vírgula. O código do gráfico espera ponto, então a vírgula entorta ou some com o desenho. Com números inteiros, não tem vírgula nenhuma.
- Sem JavaScript: o visual não executa scripts, então as animações precisam sair só com CSS.
- Sem dependência da internet: uma imagem ou fonte puxada de um site externo pode não carregar quando você estiver offline ou ser bloqueada pelo Power BI.
- Fundo transparente e sem rolagem: o fundo transparente deixa o plano de fundo aparecer por trás dos painéis de vidro, e caber no visual evita barras de rolagem.
No exemplo da aula, o Claude levou uns 5 minutos para criar e testar as duas medidas. Coloque cada uma num visual HTML Content e confira: o anel deve mostrar 96,9% da meta, faltando cerca de R$ 437 mil. Se você abrir uma das medidas, vai ver um bloco enorme de HTML e CSS com as medidas DAX encaixadas no meio.

Monte cartões, meta, evolução, ranking e categorias
Com o padrão visual definido, cada novo gráfico vira um prompt curto, que termina pedindo o mesmo estilo e os mesmos cuidados. O gráfico mês a mês é o maior da página:
Agora cria a medida HTML Evolução: um gráfico de linha com o faturamento de cada mês do ano selecionado, comparando com o ano anterior numa linha tracejada mais apagada. A linha principal em neon, com uma área em degradê embaixo e o melhor mês destacado com o valor. Vai ser o gráfico grande do meio da página, largo e não muito alto. Mesmo estilo e mesmos cuidados de antes.O ranking e as categorias ficam lado a lado na parte de baixo, então vão juntos no mesmo prompt:
Pra fechar, mais 2 medidas no mesmo estilo, que vão ficar lado a lado na parte de baixo da página:
1. HTML Ranking Lojas: as 8 lojas que mais faturaram, em barras horizontais, com o valor e o % da meta de cada uma: verde se bateu a meta, amarelo se passou de 90% e vermelho abaixo disso.
2. HTML Categorias: um gráfico de rosca com o faturamento de cada categoria, o total no meio e a legenda do lado, com o valor e o % de cada uma.Com os cinco visuais na página, confira cada um com o gabarito:
| Visual | Medida | O que tem que aparecer |
|---|---|---|
| Cartões | HTML Cartões | Faturamento, lucro com margem, vendas e ticket médio, cada um com a variação contra 2024 |
| Meta | HTML Meta | 96,9% da meta, faltando cerca de R$ 437 mil |
| Mês a mês | HTML Evolução | Pico em dezembro, com R$ 2,0 milhões, e a linha de 2024 logo abaixo |
| Ranking | HTML Ranking Lojas | Paulista em 1º lugar, com R$ 1,8 milhão, e Copacabana em 6º, com 75% da meta, em vermelho |
| Categorias | HTML Categorias | Smartphones com 38% da rosca |
Repare na Copacabana: é a 6ª loja em faturamento, mas bateu só 75% da meta e vendeu 14,6% menos que em 2024, a maior queda da rede. Esse é o tipo de leitura que a formatação condicional entrega de bate-pronto, e fazer isso na mão daria bastante trabalho. Na aula, cada rodada levou de 4 a 6 minutos.
Só não espere um desenho idêntico ao do exemplo. A inteligência artificial tem uma dose de aleatoriedade, e o seu dashboard pode sair com outra cor ou outro detalhe de layout. Tudo bem: o que precisa bater são os números.

Deixe o dashboard dinâmico e fácil de ler
Um dashboard bonito que não filtra não tem motivo para estar no Power BI, porque daria no mesmo ser um PDF ou um slide. Como cada visual em HTML é uma medida, ele obedece aos filtros como qualquer gráfico nativo. Com tudo montado, faça o teste:
- Troque a região para Sul. Todos os visuais recalculam e as animações rodam de novo. O faturamento vai para R$ 3,1 milhões, a meta para 93,3% e o ranking fica com 3 lojas.
- Clique em 2024. Os selos de variação mostram "sem comparação", porque não existe 2023 na base.
- Volte para 2025 e todas as regiões.
É aqui que fica claro que isso não é uma imagem colada: é HTML, mas continua sendo Power BI.
Corrija os visuais com prompts de conserto
É comum algum detalhe sair torto, principalmente letras pequenas demais. Em vez de corrigir visual por visual, monte o dashboard inteiro e peça os ajustes de uma vez só, na mesma conversa. Para a legibilidade, tire um print da tela (Windows + Shift + S), cole no Claude e escreva:
Tirei um print de como o dashboard ficou no Power BI. Ficou ótimo, mas as letras estão pequenas demais. Aumenta o tamanho dos textos em todos os visuais, principalmente os rótulos e os textos menores, sem quebrar o layout e sem criar barra de rolagem.Na aula, o Claude revisou as cinco medidas em uns 4 minutos, com fontes maiores, mais contraste e menos espaçamento entre as letras dos títulos. Os visuais se atualizam sozinhos no Power BI, então é só olhar. Para os outros problemas, o material traz um prompt pronto para cada caso. É só trocar o nome da medida pelo que deu problema:
| Problema | O que pedir ao Claude |
|---|---|
| Barra de rolagem ou visual cortado | "O HTML Cartões ficou com barra de rolagem no Power BI. Ajusta pra ele caber certinho no visual, sem rolagem." Confira também se o preenchimento interno do visual está em 0. |
| Gráfico que não aparece ou desenho torto | "O gráfico do HTML Evolução não aparece. Confere se algum número do desenho está saindo com vírgula decimal e corrige." |
| Erro na medida | "A medida HTML Ranking Lojas deu este erro: [cole o erro aqui]. Corrige direto no modelo." |
| Número diferente do gabarito | "O faturamento de 2025 deveria dar R$ 13,6 mi, mas o visual mostra [valor]. Roda uma consulta DAX e descobre onde está a diferença." |
| Visual destoando dos outros | "Deixa o HTML Categorias com a mesma cara dos cartões: mesmo vidro, mesma borda e o mesmo brilho neon." |
Dois problemas não precisam de prompt. Se o visual mostra o código em vez do desenho, confira se a medida está no campo Values e se a exibição de HTML bruto está desligada nas opções do visual. Se o desenho aparece sem vidro, sem cor e sem animação, você está com o HTML Content (lite) e precisa trocar pela versão normal. Para ir além no acabamento, estas ideias para melhorar seus dashboards ajudam com cor, contraste e alinhamento.
Audite os números antes de levar o dashboard para a diretoria
O Claude fez a parte que mais tomava tempo, mas repara numa coisa: quem decidiu o que entrava em cada visual, quem montou a página e quem vai responder pelos números continua sendo você. Se a diretoria encontrar um número errado no seu dashboard, não importa quem escreveu a fórmula, a credibilidade que vai embora é a sua.
Por isso, antes de entregar, vale seguir um roteiro de conferência:
- Compare os totais com o que você já conhece, como o faturamento do ano anterior ou o fechamento de um mês. Com a base da aula, use o gabarito do material.
- Abra as medidas e filtre um caso conhecido, como uma loja ou um mês específico, para conferir se o cálculo bate.
- Tenha um plano B para medidas teimosas: se o Claude errar uma medida e não acertar na segunda tentativa, crie uma nova medida com o mesmo nome e cole a versão pronta. Como o nome não muda, o visual volta a funcionar.
- Teste o relatório publicado no Power BI Service, porque o Power BI Desktop não é um navegador completo e a renderização do HTML pode mudar um pouco depois de publicar.
Quanto mais você entende de análise de dados, melhor você pede e mais rápido percebe quando o Claude erra. E se o seu objetivo for um painel fora do Power BI, como um link para compartilhar ou um app em Python, dá uma olhada em como criar um dashboard profissional com Claude usando artefatos e o Claude Code.
Conclusão
Montar um dashboard no Power BI com Claude muda a divisão do trabalho. O Claude se conecta ao seu arquivo, cria a tabela calendário, os relacionamentos e as medidas DAX, e transforma cada gráfico numa medida em HTML com efeito de vidro, neon e animação. Como esses visuais usam as medidas do modelo, tudo continua respondendo às segmentações, do mesmo jeito que um visual nativo.
A sua parte ficou mais estratégica: preparar a base, posicionar os visuais, criar os filtros e, principalmente, garantir que cada número está certo antes de chegar na mesa de quem decide. A IA acelera a construção, mas é o seu conhecimento de Power BI que transforma um dashboard bonito num dashboard confiável.
Se você quer dominar de verdade a modelagem, o DAX e a construção de dashboards para auditar e ir muito além do que a IA entrega, o Power BI Impressionador é o próximo passo para você sair do básico ao avançado na ferramenta.
Caso prefira esse conteúdo no formato de videoaula, assista ao vídeo abaixo ou acesse o nosso canal do YouTube!
FAQ - Perguntas Frequentes sobre dashboard no Power BI com Claude
1. Dá para fazer um dashboard no Power BI com Claude na versão gratuita?
Sim, a conexão com o Power BI funciona no plano gratuito do Claude. Como cada visual leva alguns minutos de processamento, um plano pago evita esbarrar no limite de uso no meio do projeto.
2. Preciso saber HTML ou DAX para criar os visuais?
Não. O Claude escreve o HTML, o CSS e as medidas DAX a partir dos seus prompts. Saber DAX, porém, ajuda muito na hora de conferir se os cálculos estão corretos.
3. Os visuais em HTML continuam funcionando depois de publicar o relatório?
Sim, o HTML Content também funciona no Power BI Service e as medidas seguem respondendo aos filtros. Como a renderização pode variar entre o Desktop e o navegador, teste o relatório publicado antes de compartilhar.
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